O
Senado aprovou por unanimidade, em dois turnos, a proposta de emenda à
Constituição (PEC) 73/2015, que inclui os representantes nacionais dos
municípios entre as entidades autorizadas a propor ações direta de
inconstitucionalidade (ADI) e declaratória de constitucionalidade (ADC).
Segundo o relator da matéria em Plenário, senador Garibaldi Filho, a
medida atende à uma demanda dos municípios e é fundamental para um maior
equilíbrio entre os poderes.
A
PEC será encaminhada à Câmara dos Deputados. Se aprovada naquela Casa,
representantes dos municípios – como a Confederação Nacional dos
Municípios e a Associação Brasileira de Municípios – poderão apresentar
ações perante o Supremo Tribunal Federal para questionar se estão de
acordo com a Constituição leis e outros atos normativos, como decretos,
resoluções e portarias, tanto federais como estaduais.
“Temos
muitas iniciativas de cima para baixo que terminam afetando os
municípios. Eles ficam desprotegidos, principalmente por iniciativas do
governo federal. Por isso, considero legítimo que eles possam propor ADC
ou ADI, já que são unidades federadas. Com essa iniciativa, cada vez
mais consolidamos o regime federativo que o país vive”, afirmou o
senador Garibaldi Filho.
Enquanto
a alteração não entrar em vigor, somente podem apresentar ADC e ADI o
presidente da República, as Mesas do Senado Federal, da Câmara dos
Deputados, de Assembleia Legislativa ou Câmara Legislativa do Distrito
Federal, governador de Estado ou do DF, procurador-geral da República,
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, partido político com
representação no Congresso e confederação sindical ou entidade de classe
de âmbito nacional.
A
PEC 73/15, que teve como primeiro subscritor o senador Antônio Carlos
Valadares, foi selecionada para votação pela Comissão Especial para o
Aprimoramento do Pacto Federativo (CEAPF), reinstalada nesta
quarta-feira (6) sob a presidência do senador Fernando Bezerra Coelho
(PSB-PE). A matéria foi aprovada em dezembro do ano passado na Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Na CCJ, o relator foi o
senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

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