19 março 2016

“CHEIROU VAZAMENTO, A EQUIPE SERÁ TROCADA”, DIZ MINISTRO DA JUSTIÇA À FOLHA

MINISTRO DA JUSTIÇA
Considerado braço direito de políticos ligados ao PT, Eugênio Aragão classifica como “extorsão” maneira com que delações premiadas são negociadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato
O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, afirmou que caso perceba quaisquer indícios de vazamentos ilegais de informações da Operação Lava Jato, tem prerrogativas para trocar toda a equipe da investigação. De acordo com matéria divulgada na manhã deste sábado (19) pelaFolha, o ministro avisa que ”não precisa ter prova” da conduta indesejada para tomar providências ligadas às operações deflagradas pela Polícia Federal.
“Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Não preciso ter prova. A Polícia Federal está sob nossa supervisão”, disse o novo ministro um dia depois de tomar posse no governo.
Ainda com informações da Folha, apesar das insinuações sobre a escolha de Eugênio para assumir a pasta, ministro explica que definição não caracteriza possível influência dele nas decisões da Lava Jato. “Não tenho essa prerrogativa, essa competência”, pontua Eugênio na publicação.
O ministro, considerado braço direito de políticos ligados ao PT, classificou como “extorsão” a maneira com que as delações premiadas são negociadas na maior operação realizada pela PF. A Folha pontua, ainda, que Eugênio apoia a ida do ex-presidente Lula à Casa Civil. Para ele, as declarações feitas por Lula em uma escuta telefônica – afirmando que Eugênio deveria ter “pulso firme” no ministério – além de não o caracterizarem como “pau mandado” do líder petista, são consideradas “fofocas”.
“As pessoas entre quatro paredes falam o que querem. Fico até me perguntando qual o interesse público numa fofoca dessa. Isso para mim se chama fofoca. Não me afeta”, declarou à Folha.
Eugênio Aragão tomou posse na última quinta-feira (17) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. No mesmo dia, foram nomeados o ex-presidente Lula (Casa Civil), Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência da República) e Mauro Lopes (Aviação Civil).
Leia a íntegra da matéria publicada pela Folha de S.Paulo.
POR CONGRESSO EM FOCO




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