Considerado braço direito de políticos ligados ao PT, Eugênio Aragão classifica como “extorsão” maneira com que delações premiadas são negociadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato
O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, afirmou que caso perceba quaisquer indícios de vazamentos ilegais de informações da Operação Lava Jato, tem prerrogativas para trocar toda a equipe da investigação. De acordo com matéria divulgada na manhã deste sábado (19) pelaFolha, o ministro avisa que ”não precisa ter prova” da conduta indesejada para tomar providências ligadas às operações deflagradas pela Polícia Federal.
“Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Não preciso ter prova. A Polícia Federal está sob nossa supervisão”, disse o novo ministro um dia depois de tomar posse no governo.
Ainda com informações da Folha, apesar das insinuações sobre a escolha de Eugênio para assumir a pasta, ministro explica que definição não caracteriza possível influência dele nas decisões da Lava Jato. “Não tenho essa prerrogativa, essa competência”, pontua Eugênio na publicação.
O ministro, considerado braço direito de políticos ligados ao PT, classificou como “extorsão” a maneira com que as delações premiadas são negociadas na maior operação realizada pela PF. A Folha pontua, ainda, que Eugênio apoia a ida do ex-presidente Lula à Casa Civil. Para ele, as declarações feitas por Lula em uma escuta telefônica – afirmando que Eugênio deveria ter “pulso firme” no ministério – além de não o caracterizarem como “pau mandado” do líder petista, são consideradas “fofocas”.
“As pessoas entre quatro paredes falam o que querem. Fico até me perguntando qual o interesse público numa fofoca dessa. Isso para mim se chama fofoca. Não me afeta”, declarou à Folha.
Eugênio Aragão tomou posse na última quinta-feira (17) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. No mesmo dia, foram nomeados o ex-presidente Lula (Casa Civil), Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência da República) e Mauro Lopes (Aviação Civil).
Leia a íntegra da matéria publicada pela Folha de S.Paulo.
POR CONGRESSO EM FOCO


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