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| Imagem: Reprodução |
De forma prática, isso significa que pequenos traumas podem resultar em sangramentos prolongados e, em casos mais graves, hemorragias internas — especialmente nas articulações e músculos — que podem causar dor, limitações físicas e até complicações mais severas quando não tratadas adequadamente. O acompanhamento médico contínuo e o uso regular dos fatores de coagulação são fundamentais para garantir qualidade de vida aos pacientes.
No Brasil, a hemofilia é considerada uma doença rara, mas com impacto relevante: o país possui cerca de 14 mil pessoas diagnosticadas, ocupando a quarta posição mundial em número de casos. O tratamento é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que representa um avanço importante no cuidado dessas pessoas, embora ainda existam desafios relacionados ao acesso, à adesão ao tratamento e à rotina de cuidados.
É nesse contexto que instituições como a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva desempenham um papel essencial. Com mais de 30 anos de atuação, a Casa acolhe crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas, como a hemofilia, oferecendo suporte integral que vai além do tratamento médico. A assistência inclui apoio social, emocional e estrutural às famílias, contribuindo para que o paciente enfrente a doença com mais dignidade e melhores condições de cuidado.
Ao longo de sua trajetória, a Durval Paiva já beneficiou milhares de crianças e adolescentes de diversos municípios do Rio Grande do Norte e de outros estados, reforçando a importância de um olhar humanizado e contínuo para doenças que exigem acompanhamento ao longo da vida.
Mais do que marcar uma data, o Dia Mundial da Hemofilia reforça a necessidade de ampliar a informação, estimular o diagnóstico precoce e fortalecer redes de apoio. Com conhecimento e assistência adequada, é possível conviver com a hemofilia com qualidade de vida — e iniciativas como a da Casa Durval Paiva mostram que o cuidado integral faz toda a diferença nessa jornada.


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