10 abril 2016

De pastor a deputado


Algo que talvez muitos estejam notando é uma mudança sensível na postura de uma figura bastante conhecida das mídias sociais, por sua polêmica e vida como Pastor da Assembleia de Deus.  O Pastor Marco Feliciano foi duramente atacado durante sua passagem pela Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

Comumente ouve-se a esquerda chamá-lo de fundamentalista, e que sua postura feriria o Estado Laico. Nada mais falacioso. Primeiro porque fundamentalismo pressupõe a imposição de dogmas religiosos à toda a sociedade, ao passo que não se tem sequer indícios de que o Deputado teria algum projeto de lei neste sentido. Segundo que o Estado Laico é justamente o respeito à liberdade religiosa, não existe uma religião oficial no país que torna todas as outras ilegais. Também não se tem notícias de que o Deputado tenha pautado sua vida pública neste sentido.

Talvez o temor da esquerda esteja num preconceito de que somente por ele ser Pastor isso já seria denotador de fundamentalismo que fere o Estado Laico. Antes de ser Pastor, Feliciano é cidadão, detentor de direitos políticos e portanto elegível. Trazer seus valores cristãos bem como as demandas da sociedade que o elegeu fazem parte da Democracia, gostem os ateus ou não. Quando os grupos que se opõe a ele erguem a bandeira "Feliciano não me representa", estão apenas atestando a realidade. Realmente não representa, e nem tem que representar. Marco Feliciano enquanto deputado tem que representar a parcela da população que o elegeu, nada mais que isso.

Mas ultimamente a postura dele na Câmara tem sido muito mais a de Deputado que de Pastor, atuando fortemente na Comissão Especial de Impeachment, abrindo CPI da UNE e realizando denúncias contundentes no púlpito contra os desmandos do Executivo. Ou seja, sua atuação tem se alinhado muito mais com a atividade legislativa, não somente propondo mudanças no ordenamento jurídico, como também atuando na fiscalização do Executivo, atribuições constitucionais.

Quanto aos seus valores cristãos, seja bem-vindo, conservador, nossa sociedade precisa de mais homens e mulheres assim, que defendam seus valores sem medo da militância raivosa.

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