Dois decretos assinados pela presidenta Dilma Rousseff autorizaram o Incra a desapropriar o imóvel rural Areia Branca/Futuro, no município de Açú, e os imóveis rurais Baixa Grande e Cabeço da Macambira, que integram o território reivindicado pelas famílias da Comunidade Quilombola Macambira, nos municípios de Santana do Matos, Lagoa Nova e Bodó, no Rio Grande do Norte.
Com uma área de aproximadamente 1.635 hectares, o imóvel Areia Branca/Futuro, no Oeste Potiguar, distante cerca de 214 quilômetros da capital Natal, possibilitará o assentamento de 61 famílias de agricultores familiares, ampliando a presença do Incra na região do Vale do Açú, onde estão localizados 27 dos 298 projetos de assentamento da reforma agrária do Rio Grande do Norte.
Localizados na região Central Potiguar, os imóveis Baixa Grande e Cabeço da Macambira, que somam cerca de 1.835 hectares, fazem parte da área reivindicada pelas 263 famílias de Macambira, que é a maior comunidade remanescente de quilombo do Rio Grande do Norte e está a cerca de 156 quilômetros de Natal.
Segundo o antropólogo André Garcia Braga, do Serviço de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra/RN, as famílias de Macambira vivem principalmente do plantio de milho, feijão e mandioca.
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