20 abril 2016

Comissão do impeachment no Senado já tem onze indicados Bloco do PP e PSD anunciou os nomes nesta quarta-feira; partidos têm até sexta para apresentar os integrantes do grupo que analisará a admissibilidade do processo contra a presidente

Com vistas a acelerar a tramitação do caso, os partidos estão antecipando a indicação dos membros da comissão especial que vai analisar se aceita ou não o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, cuja tramitação foi aprovada pela Cãmara dos Deputados no domingo. Até agora, onze dos 21 integrantes já foram indicados. Nesta quarta-feira, foi a vez do bloco Democracia Progressista, que apresentou os nomes de Ana Amélia (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT) e Gladson Camelli (PP-AC) como titulares; e os de Sérgio Petecão (PSD-AC), Wilder Moraes (PP-GO) e Otto Alencar (PSD-BA) como suplentes.
Nesta terça, já haviam sido anunciados em plenário os integrantes dos blocos PSDB-DEM-PV, PTB-PR-PSC-PRB-PTC e PSB-PPS-PCdoB-Rede (Confira a lista abaixo).
Os partidos têm até esta sexta-feira para apresentar os nomes - na quinta-feira não haverá sessão em decorrência do feriado. Caso as legendas não indiquem nomes, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pode fazer a indicação. A eleição da comissão está marcada para a próxima segunda-feira, quando devem ser escolhidos o presidente e o relator. As três maiores bancadas da Casa - PMDB, PSDB e PT - brigam por uma dessas vagas.
Os senadores petistas afirmaram ontem que vão usar até o último minuto do prazo disponível - 48 horas a partir de ontem - para fazer as indicações. O PMDB, que tem um bloco só seu por ser a maior bancada, também ainda não definiu o nome dos integrantes.
No processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992, a comissão foi formada, se reuniu, elaborou o parecer e votou o texto contra o então presidente no mesmo dia. Segundo o rito do impeachment adotado na época, a comissão deveria ser formada segundo a proporcionalidade dos partidos, mas, como há 17 siglas representadas no Senado, decidiu-se que o grupo seria constituído por blocos. Alguns deles, inclusive, como o Bloco Parlamentar Socialismo e Demoracia (PSB-PPS-PCdoB-Rede), reúnem senadores contrários e favoráveis ao impeachment.
Bloco da oposição (DEM-PSDB-PV)
- Titulares
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
- Suplentes
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Bloco Moderador (PTB-PR-PSC-PRB-PTC)
- Titulares:
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zezé Perrella (PTB-MG)
- Suplentes:
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Magno Malta (PR-ES)
Bloco Democracia Progressista (PP-PSD - 3 vagas)
- Titulares
Ana Amélia (PP-RS)
José Medeiros (PSD-MT)
Gladson Camelli (PP-AC)
- Suplentes:
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Wilder Moraes (PP-GO)
Otto Alencar (PSD-BA)
Bloco Parlamentar Socialismo e Democracia (PSB-PPS-PCdoB-Rede - 3 vagas)
-Titulares
Romário (PSB-RJ)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
(Falta um)
-Suplentes:
Roberto Rocha (PSB-MA)
Cristovam Buarque (PPS-DF)

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