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| Imagem: Reprodução |
No artigo, Samanda questiona a postura de Walter Alves ao afirmar que não participou das decisões do governo enquanto apresenta diagnósticos sobre sua administração. Para ela, quem ocupa a vice-governadoria não pode se eximir da responsabilidade de governar e, ao mesmo tempo, assumir o papel de principal crítico da gestão da qual faz parte.
A dirigente petista também contesta as comparações feitas pelo vice-governador entre a realidade atual e o governo Garibaldi Alves, lembrando que os contextos econômicos e fiscais são completamente distintos. O texto destaca que a venda da Cosern, em 1997, garantiu ao Estado uma disponibilidade extraordinária de recursos, enquanto a governadora Fátima Bezerra assumiu um governo com quatro folhas salariais atrasadas, elevado comprometimento da receita com despesas de pessoal e uma grave crise fiscal.
Entre os dados apresentados, Samanda ressalta a redução do índice de gastos com pessoal, a regularização dos salários, a retomada dos investimentos públicos, a recuperação de rodovias, os avanços na segurança pública e o reconhecimento nacional conquistado pelo Rio Grande do Norte na qualidade das informações fiscais.
O artigo também critica a aproximação política de Walter Alves com o ex-governador Robinson Faria, apontado por Samanda como responsável por uma das maiores crises administrativas da história recente do Estado. Segundo ela, não é possível defender um discurso de renovação da gestão enquanto se está aliado ao grupo político que entregou o Rio Grande do Norte em situação de colapso financeiro.
Ao concluir o texto, Samanda defende que o debate eleitoral seja pautado por fatos, contexto histórico e honestidade intelectual. "Na política, não se pode ocupar o gabinete do governo e, ao mesmo tempo, posar de líder da oposição", afirma.


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