02 março 2026

Março Azul-Marinho: Campanha de conscientização sobre o Câncer Colorretal, o segundo mais comum no Brasil

Imagem: Reprodução

A Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), em uma iniciativa conjunta com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, além de diversas outras entidades médicas e de saúde, lança a campanha nacional "Março Azul-Marinho". O movimento tem como objetivo primordial intensificar a conscientização sobre o câncer colorretal, uma patologia que, lamentavelmente, se consolida como o segundo tipo de câncer mais incidente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.

Dentro desta campanha, destaca-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, celebrado em 27 de março. Esta data é um marco fundamental para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de intestino (cólon e reto).

No Rio Grande do Norte, a mobilização ganha força com a adesão de importantes clínicas e centros de saúde. No dia 07 de março, em várias clínicas da especialidade médica, acontecerá um mutirão, principalmente em Natal e Caicó, quando exames preventivos serão realizados, reforçando o compromisso local com a saúde e a prevenção. Também será um dia de esclarecimento dedicado a chamar a atenção dos pacientes para a relevância do exame de colonoscopia.

Um Panorama Alarmante: Dados e Projeções do Câncer Colorretal

O câncer colorretal, que abrange tumores que se desenvolvem no cólon e no reto, representa um desafio significativo para a saúde pública brasileira. Segundo as estimativas mais recentes disponíveis do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que projetam a incidência de câncer no país, a expectativa para o triênio 2023-2025 indicava mais de 45 mil novos casos anualmente no Brasil. Projeções para 2026, baseadas nas tendências observadas, indicam que a doença continuará a figurar entre as principais causas de morbidade e mortalidade por câncer, evidenciando a urgência de campanhas de detecção precoce e prevenção. Nas últimas décadas, houve um aumento na incidência da doença, especialmente em faixas etárias mais jovens, sublinhando a necessidade de atenção contínua e ampliada.

Reconhecendo sintomas e a importância do diagnóstico precoce

A identificação precoce dos sintomas é fundamental para o sucesso do tratamento do câncer colorretal. No entanto, em suas fases iniciais, a doença pode ser assintomática ou apresentar manifestações sutis, o que reforça a importância dos exames de rastreamento. Os principais sintomas que devem acender um alerta incluem:

Alteração persistente no hábito intestinal (diarreia ou constipação que não melhora).

Presença de sangue nas fezes, que pode ser vivo, escuro ou misturado.

Dor ou desconforto abdominal frequente.

Perda de peso inexplicável.

Anemia sem causa aparente, resultando em fadiga e fraqueza.

Sensação de evacuação incompleta.

Ao notar qualquer um desses sinais, é imprescindível buscar avaliação médica imediata.

Prevenção e fatores de risco:

Muitos casos de câncer colorretal podem ser evitados através da adoção de um estilo de vida saudável e da realização de exames de rastreamento.

Dieta balanceada: Consumo abundante de fibras, presentes em frutas, verduras, legumes e grãos integrais. Redução do consumo de carnes vermelhas e processadas (linguiça, salsicha, presunto, bacon).

Atividade física regular: A prática de exercícios físicos contribui para a manutenção de um peso saudável e para o bom funcionamento do intestino.

Controle de peso: A obesidade é um fator de risco comprovado para o câncer colorretal.

Abstinência de tabagismo e álcool: O tabaco e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas aumentam significativamente o risco da doença.

Rastreamento regular: Para a população em geral, a colonoscopia é o exame padrão ouro de rastreamento, recomendada a partir dos 45-50 anos de idade, ou mais cedo para indivíduos com histórico familiar ou outras condições de risco.

Fatores de risco comportamentais e clínicos:

Idade: O risco aumenta consideravelmente após os 50 anos.

Histórico familiar: Pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram câncer colorretal ou pólipos intestinais têm maior risco.

Doenças inflamatórias intestinais: Condições como doença de Crohn e retocolite ulcerativa aumentam o risco.

Síndromes hereditárias: Polipose adenomatosa familiar e câncer colorretal hereditário sem polipose (síndrome de Lynch) são condições genéticas que elevam drasticamente o risco.

Dieta inadequada: Alto consumo de carnes vermelhas, processadas e baixa ingestão de fibras.

Sedentarismo, obesidade, tabagismo e alcoolismo.

A campanha Março Azul-Marinho ressalta a importância da informação e da iniciativa individual na proteção contra o câncer colorretal.

Para a Dra. Verônica Vale, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) – Regional RN, a mensagem é clara: "A detecção precoce é o nosso maior aliado na luta contra o câncer colorretal. Não podemos esperar que os sintomas apareçam; a prevenção e o diagnóstico em fase inicial são cruciais para aumentar significativamente as chances de cura. O Março Azul-Marinho é um convite para que todos cuidem da sua saúde intestinal, busquem informações qualificadas e, acima de tudo, conversem com seus médicos sobre os exames de rastreamento adequados à sua faixa etária e histórico."

A campanha Março Azul-Marinho reforça o compromisso das entidades envolvidas em salvar vidas e melhorar a qualidade de vida da população brasileira através da conscientização e do incentivo à prevenção.

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