08 setembro 2026

Camila Araújo protocola pedido para que PF investigue ataque contra senador Rogério Marinho em Natal

A vereadora e candidata a deputada estadual Camila Araújo (PL) protocolou, nesta terça-feira (8), ofícios junto à Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte e à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social solicitando que a apuração da agressão sofrida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) seja encaminhada à Polícia Federal.

Rogério foi atingido por um ovo na tarde desta segunda-feira (7), quando deixava a mobilização política realizada no Largo do Atheneu, em Natal. O homem foi detido e conduzido à Delegacia Central de Flagrantes.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito, de 24 anos, saiu de São Paulo do Potengi com a intenção de atingir o senador e afirmou que Rogério era o único político que pretendia atacar. O celular do acusado foi apreendido e o caso foi registrado inicialmente por injúria.

Para Camila, as circunstâncias precisam ser investigadas de forma mais ampla.

“Quem mandou agredir Rogério Marinho? Quem financiou esse ato? Foi realmente uma ação isolada? Essas são perguntas que precisam ser respondidas. Não podemos tratar como um episódio banal uma agressão premeditada contra um senador da República durante uma manifestação política”, afirmou.

No documento, Camila solicita o envio imediato à Polícia Federal do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), dos demais documentos relacionados ao caso e, especialmente, do aparelho celular apreendido, preservando os elementos necessários para eventual análise do conteúdo.

A parlamentar sustenta que, diante da natureza política do episódio e do fato de a vítima ser senador da República, a Polícia Federal deve analisar a competência para conduzir a investigação. No ofício, são citados os artigos 109, IV, e 144, §1º, I, da Constituição Federal.

Camila também chama atenção para informações de que o homem teria acompanhado a movimentação desde antes da chegada ao Largo do Atheneu, utilizando camisa amarela da Seleção Brasileira, característica associada aos participantes do ato.

“Se houve planejamento, precisamos saber até onde ele foi. A investigação deve esclarecer a autoria e a motivação, mas também verificar se existiram mandantes, financiadores ou qualquer tipo de articulação por trás da agressão. Violência política não pode ser naturalizada, venha de onde vier”, concluiu Camila.

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