A carta foi elaborada durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília.
No texto, os organizadores afirmam que os evangélicos brasileiros não devem ser vistos como um bloco político único e destacam que o encontro não fala em nome de todas as igrejas ou denominações do país.
O documento também faz críticas ao uso da religião como instrumento de disputa política.
Há passagens bíblicas para introduzir os temas abordados, com trechos dos livros de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.
Entre as propostas defendidas estão a ampliação de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular.
A carta também apoia medidas em discussão pelo governo Lula, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6×1.
Outro ponto destacado é a defesa da soberania nacional e da preservação das florestas, das águas e da biodiversidade brasileira.
Voto de evangélicos
A iniciativa ocorre em meio às dificuldades históricas do PT para ampliar sua presença entre os eleitores evangélicos. Segundo o Censo de 2022, realizado pelo IBGE, os evangélicos representam 26,9% da população brasileira.
Nos últimos meses, integrantes do governo e do partido têm intensificado o diálogo com lideranças religiosas.
A divulgação da carta também acontece após recentes trocas de críticas entre Janja e o pastor Silas Malafaia.
O líder evangélico questionou encontros promovidos pela primeira-dama com mulheres evangélicas, enquanto Janja afirmou não reconhecê-lo como pastor.


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