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| Imagem: Reprodução |
Para comprovar experiência compatível com o porte do serviço, a Proseg apresentou um atestado de atuação no SAMU de Princesa Isabel, cidade de 21 mil habitantes no sertão da Paraíba. O problema é duplo: o contrato de gestão daquele SAMU pertencia a outra empresa, a Honorato Serviços Médicos, e nenhum vínculo direto com a Proseg foi localizado nos documentos públicos do município. O que a empresa efetivamente atestou foram quatro plantões mensais, realizados apenas aos sábados. O SAMU do RN exige 1.169 plantões por mês. A proporção é de 1 para 292.
A diferença financeira é igualmente reveladora. Os quatro plantões em Princesa Isabel representavam uma receita mensal estimada de R$ 4 mil a R$ 5 mil. No contrato do RN, a receita mensal será de aproximadamente R$ 1,4 milhão. Todo o contrato do SAMU de Princesa Isabel, por quatro anos de operação, somou R$ 3,57 milhões. A Proseg deverá faturar esse valor em dois meses e meio no Rio Grande do Norte. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário. A SESAP defendeu a lisura do processo, mas não respondeu se consultou o histórico contratual da Proseg antes de habilitá-la.


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