Nos bastidores políticos, a medida é interpretada como uma retaliação de Paulinho Freire à postura adotada por Álvaro Dias no segundo turno das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte. Depois de ficar fora da disputa, Álvaro decidiu liberar seus aliados e eleitores para escolher livremente entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier, sem declarar apoio oficial a nenhum dos dois.
A decisão teria desagradado profundamente Paulinho Freire, que apoiava Allyson Bezerra. O candidato acabou derrotado nas urnas, e a avaliação política é de que os mais de 530 mil votos conquistados por Álvaro Dias no primeiro turno poderiam ter sido decisivos para garantir a vitória de Allyson, caso houvesse uma transferência significativa desse eleitorado.
O episódio chama ainda mais atenção porque Paulinho Freire havia prometido acompanhar Álvaro Dias em qualquer disputa eleitoral, apresentando-se como parceiro político do ex-prefeito. Agora, com a eleição encerrada, a parceria parece ter ido para o espaço.
Na prática, as exonerações são vistas como o primeiro sinal de rompimento entre os dois antigos aliados. E a pergunta que fica nos bastidores é uma só: Paulinho está administrando Natal ou cobrando a fatura política da derrota de Allyson Bezerra?


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