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| Imagem: Reprodução |
Durante seu discurso, a parlamentar destacou dados alarmantes sobre o cenário nacional. Segundo ela, o país registrou mais de 1.500 casos de feminicídio no último ano, o que representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. Desde a tipificação do feminicídio como crime, em 2015, mais de 13 mil brasileiras perderam a vida em decorrência desse tipo de violência.
A deputada afirmou que os números evidenciam falhas graves nas políticas públicas e criticou o presidente Lula por, segundo ela, priorizar discursos em detrimento de ações efetivas. Para a parlamentar, o aumento de 4,7% nos casos em 2025 demonstra falta de controle na proteção às mulheres.
Ao abordar a situação no Rio Grande do Norte, a deputada afirmou que o cenário é ainda mais preocupante. Ela apontou que, sob a gestão da governadora Fátima Bezerra, o estado apresenta uma das maiores taxas do Nordeste, com 6,1 casos por 100 mil habitantes. “A única casa da mulher brasileira no Estado foi instalada graças a uma emenda parlamentar minha, com recursos em sua totalidade vindos do governo Bolsonaro. Por que esse governo nada faz?” Questionou a deputada.
Em sua fala, Carla Dickson reforçou que o feminicídio é resultado de falhas sucessivas do poder público, desde a prevenção até a punição dos agressores. Para ela, sem investimento em segurança, fiscalização de medidas protetivas e estrutura efetiva de proteção, os números continuarão crescendo.
A deputada encerrou o pronunciamento afirmando que é necessário ir além de discursos e oferecer suporte de verdade às mulheres brasileiras. “Nós precisamos quebrar o ciclo da violência oferecendo empregabilidade e oportunidades. Leis nós temos muitas, precisamos é agir.”, finalizou Carla.

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