![]() |
| Imagem: Reprodução |
Para um município de pequeno porte, o valor chama atenção. Em tese, seria suficiente para garantir o abastecimento regular das farmácias básicas, assegurar medicamentos essenciais e oferecer um atendimento digno à população.
No entanto, o cenário relatado por moradores é outro.
Há queixas recorrentes sobre a falta de medicamentos simples, receitas que não são atendidas e sucessivas idas às unidades de saúde sem solução. A pergunta que tem circulado entre os cidadãos é direta e inevitável: onde estão os medicamentos adquiridos com recursos públicos?
Se os valores foram devidamente pagos, o reflexo deveria estar na ponta do sistema — nas prateleiras abastecidas e no atendimento eficiente. Quando os números apontam cifras milionárias e a população relata escassez, a gestão municipal precisa apresentar explicações claras, técnicas e documentadas.
Há falhas na distribuição? Problemas na logística? Erros de planejamento? Ou divergências entre o que foi contratado e o que efetivamente chegou às unidades?
R$ 1,5 milhão não é um valor irrelevante. Trata-se de dinheiro público, que exige transparência, responsabilidade e resultados concretos.
Quando os dados oficiais não dialogam com a realidade vivida pela população, cresce a cobrança por esclarecimentos. E, nesse cenário, cabe à administração municipal demonstrar, com fatos e documentos, como os recursos estão sendo aplicados e por que os relatos de falta continuam a surgir.


Nenhum comentário:
Postar um comentário