A atual secretária municipal de Saúde, Sheilla Verde, encontrou uma rede que precisava ser reconstruída. Um hospital sucateado, com estrutura insalubre e sem a assistência necessária para atender adequadamente à população. Encontrou desafios históricos, demandas acumuladas e uma saúde pública que precisava de muito mais do que discursos: precisava de trabalho, planejamento, articulação e coragem para fazer acontecer.
E foi isso que aconteceu.
Hoje, Angicos conta com serviços que antes não existiam ou não funcionavam da forma necessária. O município ampliou a assistência em saúde mental com a implantação do CAPSi, fortaleceu a saúde especializada, ampliou a oferta de exames e consultas com especialistas, avançou na saúde bucal, conquistou o SAMU, investiu na estrutura hospitalar e está construindo novas Unidades Básicas de Saúde.
São investimentos que não acontecem por acaso. São frutos de articulação, busca por recursos e muito trabalho.
Enquanto alguns tentam transformar a saúde em palanque político, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha para garantir atendimento à população.
E é preciso falar também sobre a realidade financeira enfrentada pelos municípios.
O SUS é tripartite: União, Estados e Municípios possuem responsabilidades compartilhadas. Porém, na prática, muitas vezes é o município que está na ponta, recebendo diariamente as cobranças da população e precisando garantir o atendimento mesmo quando os recursos transferidos não são suficientes.
Um exemplo claro está na assistência farmacêutica. Conforme o próprio registro de transferência, o município recebeu R$ 8.530,80 referentes ao Componente Básico da Assistência Farmacêutica — CBAF.
Mas a necessidade da população não cabe em um repasse limitado.
A população precisa de medicamentos todos os dias. Precisa de consultas, exames, especialistas, transporte sanitário, atendimento hospitalar, profissionais, insumos e uma rede funcionando. E quando o recurso federal não é suficiente, quem está na ponta precisa encontrar soluções.
É muito fácil fazer crítica de fora. Difícil é administrar uma rede de saúde. Difícil é encontrar uma estrutura sucateada e reconstruí-la. Difícil é lidar com a falta de recursos, com o aumento das demandas e, ainda assim, não permitir que a população fique desassistida.
A secretária Sheilla Verde não é uma gestora de gabinete. É enfermeira, conhece a realidade da saúde e está na ponta. Corre atrás de recursos, busca parcerias, articula com o Estado e com o Ministério da Saúde, acompanha os serviços e enfrenta diariamente os desafios de quem escolheu trabalhar pela população.
É claro que a saúde sempre pode melhorar. Sempre haverá desafios. Sempre haverá demandas. Mas negar os avanços é negar a realidade.
Angicos hoje tem mais serviços, mais assistência e mais oportunidades de atendimento do que encontrou no início dessa gestão.
E, diante dos ataques, a resposta continua sendo a mesma: trabalho.
Porque quem trabalha deixa marcas na vida das pessoas.
Enquanto alguns tentam destruir com palavras, há quem continue construindo com trabalho.



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