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| Imagem: Reprodução |
O culto foi pensado especialmente para famílias com crianças neurodivergentes, oferecendo um ambiente adaptado, acolhedor e livre de julgamentos. Diferente do formato tradicional, o Culto Atípico permite que as crianças se expressem livremente — podendo brincar, correr e se movimentar — sem que os pais precisem se ausentar do templo, superando uma das maiores dificuldades enfrentadas por essas famílias.
A idealização do projeto nasceu da escuta ativa da deputada Carla Dickson, que, ao dialogar com famílias atípicas, identificou a dor recorrente da exclusão nos ambientes religiosos. “Nenhuma família deve se sentir excluída da casa de Deus por causa das limitações ou necessidades dos seus filhos. O culto precisa ser um lugar de acolhimento para todos”, destacou a parlamentar.
Mais do que apoiar, Carla Dickson teve papel fundamental na estruturação do projeto, garantindo kits multissensoriais, brinquedos e materiais de autorregulação, essenciais para proporcionar um ambiente adequado às necessidades das crianças neurodivergentes. “Esse projeto nasceu da escuta e do compromisso de transformar realidades. Nosso objetivo é garantir que essas famílias possam viver sua fé com dignidade, pertencimento e respeito”, afirmou.
Durante o evento, o pastor Josenildo França destacou a importância da iniciativa e agradeceu o apoio da deputada, ressaltando que a igreja está de portas abertas para fortalecer esse trabalho de inclusão. Ao final do culto, foi distribuída ainda uma cartilha educativa (Bob Goodies) confeccionada pelo mandato da deputada, com orientações sobre como acolher crianças atípicas nas igrejas, ampliando o alcance da conscientização.
Mais do que um evento, o Primeiro Culto Atípico representa um marco na promoção da inclusão no ambiente religioso — um passo concreto para que mais famílias se sintam pertencentes e acolhidas na casa de Deus. Uma iniciativa que nasce da sensibilidade, ganha força na parceria e se concretiza através da ação.

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