O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de novos casos, ficando atrás apenas da Índia. No Rio Grande do Norte, as ações de saúde intensificam a busca ativa por pessoas que apresentam sinais da doença, já que, se tratada precocemente, a hanseníase tem cura e não deixa sequelas.
A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. O grande desafio médico é que os sintomas iniciais podem ser sutis.
Para a dermatologista Mirela Fulco (CRM 5930 RN – RQE 3149), quanto mais a sociedade estiver informada sobre o diagnóstico precoce, o número de casos deve diminuir. “Por isso, fique atento sobre os sinais de alerta: manchas claras, avermelhadas ou escuras na pele; perda ou diminuição da sensibilidade nas mãos e nos pés, dormência ou formigamento; além de fraqueza nas mãos ou pés”, alerta Dra. Mirela Fulco.
Diferente do que o senso comum prega, a hanseníase não é transmitida pelo abraço ou compartilhamento de objetos. “A transmissão acontece pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento. Após iniciar o tratamento, não há mais transmissão. O tratamento é eficaz, gratuito e está disponível na atenção básica. Quanto mais cedo iniciar, menores os riscos de sequelas. É importante saber que a doença tem cura com 6 a 12 meses de tratamento”, esclarece a Dra. Mirela Fulco.


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