sábado, março 19, 2022

GUAMARÉ E SUA SINA DE ELEIÇÕES IRREGULARES 

Chapa imposta pela família Miranda, pode ser cassada por abuso de poder e captação ilícita de sufrágio, o que provará que ninguém está acima da lei. 

Imagem: reprodução
O histórico de desrespeito às leis não é novidade em Guamaré, despontando como seus maiores violadores o grupo político do ex-Prefeito Hélio Willamy. Assim, como ensinamentos hereditários, o atual Prefeito Arthur Teixeira, poderá reforçar essa sina de abuso as normas, o que pode custar seu mandato.  

Uma reviravolta política pode mudar o rumo da administrativo da cidade. Tudo por conta do julgamento de uma ação eleitoral que tramita na 30ª Zona Eleitoral em Macau, conclusão que pode cassar o mandato do Prefeito e Vice-Prefeito eleitos Arthur Teixeira (PSD) e Eliane Guedes (MDB), por abuso de poder político e econômico. 

A ação foi ajuizada pelo diretório municipal do PSC, que reuniu robusto conjunto de provas que apontam para violação das regras eleitorais.  

A eleição suplementar em Guamaré foi realizada no dia 7 de novembro de 2021, após “escolha” da família Miranda, especialmente Auricélio Teixeira, Hélio Miranda e Eudes Miranda, respectivamente pai e tios do prefeito eleito. 

A tese do PSC aponta o que todo mundo sabe, a existência de uma manobra já para eleição da Presidência da Câmara Municipal, onde, estrategicamente Eudes Miranda foi eleito para impor e influir política e economicamente no pleito. 

As provas obtidas comprovam a realização de contratações em período vedado, o incremento na remuneração de servidores no meses que antecedem, inclusive no mês da eleição, registrando-se dobra salarial em desequilíbrio aos outros servidores que ocupavam o mesmo cargo/função, transferência de servidores em desvios de função, rescisões de contratos por negativa a adesão, registro de aumento de despesa com pessoal, contratação de imóveis sem interesse público, tudo no sentido de atrair eleitores e lideranças políticas em apoio ao então candidato Arthur Teixeira. 

Medidas que flagrantemente desequilibraram o pleito. Certo é que não se pode admitir o uso sub-reptício da máquina pública por aqueles que são os representantes da população e possuem livre acesso a verbas públicas, e que acabam por suprir, mediante o uso destas, interesses pessoais e escusos, obtendo resultado favorável no pleito através de irregularidades. 

Aliados do Prefeito e do grupo político liderado pela sua família, menosprezam o conjunto probatório, alegando que tudo acabará numa grande pizza e, de maneira presunçosa, afirmam que não acontece nada com quem tem poder e dinheiro.  

No entanto, a lei é clara em mostrar que ninguém é intocável, e diante de tantas provas, a chapa formada por Arthur Teixeira e Eliane Guedes em breve poderá ser cassada. 

A quem afirme que independentemente do desfecho do processo eleitoral, o Prefeito não terá vida fácil até a conclusão do seu mandato, uma vez que já existe várias comprovações de irregularidade administrativas. 

📌Lembre-se: higienize as mãos sempre que necessário com água e sabão ou álcool em gel.

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