28 agosto 2025

Oncologista alerta para importância da prevenção contra câncer de pulmão

Imagem: Reprodução

De acordo com dados de 2022 da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de pulmão representa 12,4% de todos os novos casos de câncer no mundo, tendo 1,8 milhão de óbitos por ano. No Brasil, o INCA - Instituto Nacional de Câncer, estima que esse tipo de câncer é responsável por 4,6% dos diagnósticos oncológicos no triênio de 2023 a 2025, ocupando o quinto lugar de maior incidência. Sendo, o primeiro, o câncer de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

O mês de agosto traz a campanha de conscientização “Agosto Branco - Mês de conscientização sobre Câncer de Pulmão” e, o dia 29 de Agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo, voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva. A oncologista, Dra. Danielli Matias (CRM-RN 4796/ RQE 1566), comenta que o tabagismo é, sem dúvida, o maior fator de risco. “E a exposição passiva também. Cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão diagnosticados estão relacionados ao hábito, incluindo os cigarros eletrônicos (vape)”, aponta a médica. Outro fator é a exposição aos agentes carcinogênicos (absteno, arsênico, berílio, cádmio).

“A melhor prevenção é parar de fumar. Aos que têm dificuldade de largar o cigarro, existem tratamentos para auxiliar esse processo, desde psicoterapia, médicos especialistas a medicamentos que atuam para ajudar o paciente nesse processo”, acrescenta a doutora.

O rastreamento preventivo, feito por meio de tomografia do tórax anual, é indicado a partir dos 50 anos para fumantes. Já para os não fumantes, o índice de suspeição é baixo, o que torna a procura da consulta, pela prevenção, mais difícil pelo próprio paciente, por ele não ter o devido conhecimento do risco e possibilidade da doença, por estar historicamente associado ao fumo ativo. No entanto, o fumo passivo, fatores genéticos, poluição e exposições ocupacionais devem ser levadas em consideração.

Para o diagnóstico, Dra. Danielli explica: “A tomografia de tórax de baixa dose é o exame que auxilia no diagnóstico precoce. Porém, ele tem indicações específicas para ser realizado: pacientes tabagistas, com histórico de tabagismo – geralmente acima dos 50 anos de idade, ou ex-tabagista”. Além de exames clínicos, laboratoriais e endoscópicos de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Os sinais e sintomas do câncer não são comuns aparecer no início, o que, muitas vezes, tarda o diagnóstico. Contudo, ao apresentar falta de ar; dor no peito; rouquidão; fadiga; perda de peso; e perda de apetite, é indicado procurar um médico para maior investigação. Embora os sintomas citados não estejam somente relacionados ao surgimento do câncer.

A localização do câncer e o estágio da doença são pontos importantes para definir o tipo de tratamento a ser aplicado no paciente, que vai desde quimioterapia, imunoterapia, radioterapia à cirurgia.

“Atualmente há diversos recursos para tratar o câncer de pulmão e, isso, também, requer uma equipe multidisciplinar, que inclua oncologista, cirurgião torácico, pneumologista, radio-oncologista, radiologista intervencionista, médico nuclear, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social”, indica Dra. Danielle Matias.

Prevenção e diagnóstico precoce salva vidas! Se você é fumante ou convive com algum, marque consulta e realize exames de rotina.

📌Lembre-se: higienize as mãos sempre que necessário com água e sabão ou álcool em gel

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