24 fevereiro 2020

Em meio a motim, ministros e advogado-geral da União vão nesta segunda-feira ao Ceará

Imagens: Reprodução
Uma comitiva do governo federal desembarca no Ceará nesta segunda-feira (24) para acompanhar a Operação de Garantia da Lei e da Ordem em curso no Estado. Estarão presentes os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, da Justiça, Sergio Moro, e da Advocacia Geral da União, André Luiz Mendonça. Desde a última sexta-feira (21), homens do Exército e da Força Nacional de Segurança Pública patrulham as ruas de Fortaleza. Em Sobral, no interior, o patrulhamento ostensivo foi reforçado com homens da Polícia Rodoviária Federal.
A expectativa é que, ao desembarcar no Ceará, a comitiva vá direto ao comando da 10º Região Militar do estado para um briefing sobre as atividades que estão sendo realizadas pelas Forças Armadas e pelos órgãos de Segurança Pública federais, estaduais e municipais. Em seguida, os ministros seguem para o Palácio do Governo onde se reunirão com o Governador, Camilo Santana. Esse encontro tem como objetivo debater ações para garantir a segurança da população.
Mais de 100 pessoas já morreram no Estado desde a última quarta-feira, quando PMs encapuzados cruzaram os braços a passaram a impedir que colegas saíssem para trabalhar.O senador Major Olímpio, que é policial militar, foi ao Ceará para tentar mediar um acordo e acabar com a greve, mas saiu de lá criticando a postura dos parceiros de farda. “Não posso concordar com movimentos como eu vi. Policiais encapuzados feito bandidos black blocs, viaturas depredadas. Isso não é conduta de polícia.”

No sábado (22), o governo de Ceará publicou uma relação de 160 policiais militares que foram suspensos das funções por envolvimento nos motins que ocorrem no Estado. Entre os afastados está o PM reformado Cabo Sabino, ex-deputado federal apontado como um dos incentivadores do tumulto. Agora são, ao todo, 168 PMs suspensos por “incapacidade de participação na Polícia Militar” e por terem “conduta transgressiva”. Com os afastamentos, os policiais passam a não receber mais salários e podem até ser expulsos da corporação.

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